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19 de Outubro de 2020

O Outro Lado da Moeda

(Cara ou Coroa) x (Direito ou Justiça)

Rogério Silva, Teólogo
Publicado por Rogério Silva
anteontem

Cara e coroa são partes distintas de um mesmo cenário, a moeda. Mas poucos sabem que esta expressão foi utilizada para resolver um impasse importante nos EUA em 1845 e como se sabe, ela só faz sentido com uma moedinha...

Esta expressão teve papel importante na criação de uma cidade no estado do Oregon, quando em forma de um jogo, foi utilizado uma moeda jogada para cima para decidir uma disputa entre Asa Lawrence Lovejoy (1808-1882) e Francis William Pettygrove (1812-1887), exatamente para decidir quem escolheria o nome da nova cidade do estado do Oregon. Pettygrove levou a melhor e nomeou a cidade como Portland.

É estranho pensar que um jogo tão simples que surgiu na Roma Antiga, pudesse ter participação tão importante na nomeação de uma cidade no Oregon, EUA. E tendo a cidade de Portland sendo criada lançando-se sortes!

Mas é interessante pensarmos também e refletirmos se são mesmo necessárias grandes medidas para podermos decidir fatos e ou questões importantes. Não seriam as medidas e ou tomadas de decisões, por mais simples que sejam, quem definem sua importância, isto por causa de suas consequências, por causa da importância da ocasião e não apenas das atitudes!? Ou seja, daquilo que, ou já representa ou que venha a representar!?

Na verdade não são as atitudes de um homem, seja ele culto, famoso, inteligente e bem sucedido que fazem de suas atitudes dignas, coerentes e ou bem sucedidas, caso isto fosse verdade muitos empresários famosos e com a maioria destas características nunca tomariam decisões erradas e precipitadas e não existiria os famosos “Crime do colarinho branco, como ficou conhecido os crimes corporativos”...!

Certa vez “Cristo” disse:

"Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o tornais duas vezes mais filho do inferno do que vós. Ai de vós, guias cegos! que dizeis: Quem jurar pelo ouro do santuário, esse fica obrigado ao que jurou. Insensatos e cegos! Pois qual é o maior; o ouro, ou o santuário que santifica o ouro? E: Quem jurar pelo altar, isso nada é; mas quem jurar pela oferta que está sobre o altar, esse fica obrigado ao que jurou. Cegos! Pois qual é maior: a oferta, ou o altar que santifica a oferta?", Mateus 23:15-19...

Estas palavras são importantes porque nos mostra que tipo de visão, na verdade, que entendimento os Escribas, Saduceus e Fariseus tinham naquela época. E mais, se considerarmos qual a importâncias que estes grupos tinham em sua época, sem contar em o que realmente representava o altar, iremos perceber os motivos que “Cristo” os alertou sobre àquela forma de pensar!

Ora, na prática eles estavam dizendo que pouco ou nada importava o sagrado, que no caso em questão, representado pelo altar, coisa que eles de certa forma tinha como sagrado, e isto parece um paradoxo, mas não é, na verdade isto é ser religioso e aqui é onde está o cerne da questão! O que realmente importa é Servir a “DEUS”, a religiosidade não nos serve de nada, pois esta, nos faz inverter valores colocando a benção mais importante que quem abençoou.

Mas para estes grupos, se eles não obtivessem um benefício financeiro e que este lhes fosse de tal forma que lhes proporcionassem poder, status social; isto porque: “Quem jurar pelo ouro do santuário, esse fica obrigado ao que jurou”, portanto, o resto, pouco ou nada mais importava... Percebam que eles se colocavam escravos da riqueza, do bem estar financeiro, como se realmente “DEUS” não os suprissem de tudo que os mesmos precisavam e sem contar que eles com esta atitude colocaram “DEUS”, não apenas em segundo plano, mas praticamente o tiraram de suas vidas, pois o mais importante, era o ouro que estava sendo santificado pelo altar, e este na prática, pois na teoria era santificado, mas, na prática, era mero lustre, uma peça de decoração, conf. Mat. 6:19-34; Luc. 12:22-34...

Ninguém há que invoque a justiça com retidão, nem há quem pleiteie com verdade; confiam na vaidade, e falam mentiras; concebem o mal, e dão à luz a iniquidade. Chocam ovos de basiliscos, e tecem teias de aranha; o que comer dos ovos deles, morrerá; e do ovo que for pisado sairá uma víbora. As suas teias não prestam para vestidos; nem se poderão cobrir com o que fazem; as suas obras são obras de iniquidade, e atos de violência há nas suas mãos”., Isaías 59:4-6...

Neste sentido o direito deveria nos servir de meio adequado para que a justiça seja feita; é assim que o Direito é definido nos dicionários, portanto, não importa atos heroicos, mas atitudes sinceras em que a ética e a moral sejam parâmetros nas decisões. Pouco importa se seu nome nunca vá ser lembrado, muito embora temos visto que muitos estão muito preocupados em deixar seu nome na história e justamente por isto tomam atitudes inconsequentes e até irresponsáveis!

As “Escrituras Sagradas” nos relata que muitas das pessoas que “DEUS” as usou como exemplo no passado, seus nomes nunca foram citados, mas suas atitude são lembradas até hoje... A exemplo da menina que os sírios levaram presa de Israel, e que ficou ao serviço da mulher de Naamã. A fé dela vez que Naamã procurasse o rei de Israel e através deste Naamã foi curado de sua lepra, pois “DEUS” através do profeta Eliseu lhe concedeu este milagre; mas até hoje não se sabe o nome da menina.

Em Marcos 9:38-41 e Lucas 9:49-50, consta que um homem estava expulsando demônio em nome de “Jesus”, mas um dos Apóstolos, e o contexto nos diz que alguns outros estavam presentes e que também apoiaram a atitude do Apóstolo, a de proibir o homem de expulsar demônios em nome de “Jesus”, atitude esta que “Cristo” reprovou; não a do homem que estava certo, mas a atitude dos Apóstolos que era errada, pois eles não poderiam proibir que àquele homem, que verdadeiramente era um Servo de “DEUS”, deixasse de fazer o que tinha que ser feito. E naquele momento “Cristo” mostra aos Apóstolos que ele, o homem desconhecido, estava muito mais cheio do “Espirito Santo” que eles, portanto, tinha muito mais discernimento espiritual que eles, os Apóstolos.

Percebam que tanto em um caso, quanto no outro, “DEUS” não permitiu que se soubesse o nome, nem da menina e muito menos do homem, isto na verdade pouco importa, mas suas atitudes sim, estas são relevantes, são extremamente importantes diante de “DEUS”. O mundo não os conhece, mas “DEUS” os conhece e isto basta...!

Não importa se o mundo não te conhece ou se nunca vai te conhecer amados, pois “DEUS” te conhece e tuas atitudes não passam despercebidas diante dele e podem ter certeza, antes ele veja suas atitudes que o mundo... Pois o mundo não te fará ganhar a “DEUS”, mas este, te fara conquistar o mundo, pois no passado, só dois dos Apóstolos eram homens bem instruídos diante do mundo, ou seja, nos conhecimentos seculares; o Apóstolo Paulo, que era um homem letrado e o Apóstolo Lucas, que era médico, mas o restante, eram simples pescadores, mas para “DEUS”, eram instrumentos de conhecimento e fomentaram mudanças profundas no seio daquele povo, pois “Cristo” os ensinou e o “Espirito Santo” lhes deu o que era necessário para que eles fossem agentes de mudanças naquela sociedade.... conf. Atos 22:3; 1 Cor. 14:18; Col. 4:14!

E neste contexto é importante que sejamos prudentes, coerentes e corajosos diante de quaisquer que sejam os obstáculos, pois “o mundo não é para os fracos”, como nos diz o Dr. Pedro Calabrez, e eu digo mais: “o mundo não é para os fracos e nele, só os fortes sobrevivem”... E como já nos dizia a Ministra do Evangelho, Joyce Meyer: “Sua altitude, depende de suas atitudes”...

Quando nossas decisões não estão mudando o mundo para melhor, devemos repensá-las. E quando as mudanças provenientes desta reflexão também não contribuírem para um mundo melhor, devem ser repensadas mais uma vez e até que se chegue ao ideal de Justiça, devemos estar sempre repensando-as. Portanto, não são apenas as mudanças que importam, mas as contribuições provenientes destas para tornar o mundo um lugar melhor para vivermos...

E aqui mais uma vez reporto-me as palavras sábias do Dr. e Prof. Eduardo Juan Couture Etcheverry:

"Teu dever é lutar pelo Direito, mas se um dia encontrares o Direito em conflito com a Justiça, luta pela Justiça". (Eduardo Juan Couture Etcheverry 1904-1956)

São com estas palavras amados, que lhes anuncio o mais novo artigo em meu site, “A Práxis Jurídica”:

Justiça Conceito e Definição - Parte III

O outro lado da moeda

https://apraxisdalei.wordpress.com/2020/10/16/justiça-conceitoedefinicao-parte-iii/

Um abraço amados e fica com “DEUS”...

Rogério Silva

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